Biografia

Iron Maiden

 

Adrian Smith - guitarra
Bruce Dickinson - vocal
Dave Murray - guitarra
Janick Gers - guitarra
Nicko McBrain - bateria
Steve Harris - baixo

O Iron Maiden nasceu da insistência do baixista Steve Harris em ter sua própria banda. Ele já havia tocado em alguns grupos, mas a coisa nunca rolava como queria. Cansado de tocar nas bandas de outras pessoas, em 1975 ele decidiu formar o Iron.

No ano seguinte, depois de vários testes, o Iron apresentou a sua primeira formação com Steve Harris (o "dono" da banda) no baixo, o guitarrista Tony Parsons, o batera Doug Sampson e o vocalista Paul D'ianno (recomendado por um amigo de Harris). O guitarrista Dave Murray (praticamente sócio-fundador) veio na seqüência e Parsons acabou sendo substituído por Dennis Stratton.

Os caras camelaram muito no começo, com fitas demo, shows em bares e botecos londrinos, até que conseguiram lançar o seu álbum de estréia em 1980, "Iron Maiden". O álbum conseguiu fazer um certo barulho, principalmente porque o Maiden já estava ganhando alguns seguidores em Londres.

"Killers", o segundo disco do grupo veio no ano seguinte com novidades: Dennis Stratton foi substituído por Adrian Smith. Esse também foi o último álbum com Paul D'ianno nos vocais. O cara não parava de se afundar nas bebidas, prejudicando as suas cordas vocais e a sua saúde.

O substituto de D'ianno, Bruce Dickinson, estreou no álbum "The Number of the Beast", lançado em 1982. A partir daí, o Iron Maiden passou a ser reconhecido como uma das maiores bandas do heavy metal em todo o mundo.

No final da turnê promocional de "The Number of the Beast", o Iron mais uma vez teve sua formação alterada. A baixa dessa vez foi o baterista Clive Burr. O cara estava cheio de problemas pessoais e com uma estafa provocada pela rotina na estrada.

O próximo álbum, "Piece of Mind", de 1983, já tinha Nicko McBrain na batera. Os caras haviam conhecido o cara durante a turnê do álbum "Killers".

Nesse período, o Iron Maiden chegou a ser rotulado de satanista, principalmente nos Estados Unidos, por pessoas que não conheciam bem a banda. Isso de certa forma, acabou aumentando a publicidade do grupo.

Os caras não paravam de ganhar fãs e fazer grandes álbuns. O próximo seria "Powerslave", lançado em 1984. Pra promover este disco, os caras fizeram uma turnê-monstro por todo o mundo (até o Brasil entrou na roda, no Rock In Rio de 1985).

Em 1985, os caras lançaram "Live After Death", um álbum ao vivo com sucessos e clássicos.

Em 1986 veio "Somewhere In Time", que trouxe algumas novidades no som do Iron. Pela primeira vez, os caras usaram sintetizadores no fundo de algumas músicas, mas isso não abalou os fãs que continuaram chapando os shows da banda.

No ano seguinte foi a vez de "Seventh Son of a Seventh Son" chegar às lojas, trazendo mais sintetizadores. O álbum foi muito bem recebido pelo público e pela crítica. Foi a primeira vez que o Iron Maiden gravou um álbum conceitual. Esta não era a idéia original, mas à medida que a banda escrevia e ensaiava, as músicas pareciam estar ligadas a um tema comum. A arte gráfica da capa também mostrava uma mudança: era a mais suave de todas as capas do Iron.

Sem um álbum programado para 1989, a banda tirou uma folga para recarregar as baterias e passar algum tempo com suas famílias. Nesse período Bruce e Adrian aproveitaram a "folga" para gravar álbuns-solo.

Em janeiro de 1990, a banda se juntou na casa de Steve Harris para começar a trabalhar no novo disco "No Prayer For The Dying". O trabalho estava começando quando, pela primeira vez em sete anos, houve uma mudança no pessoal. Adrian Smith, recém saído de seu álbum-solo, disse que não tinha certeza se poderia ainda dar ao Maiden tudo o que podia e deixou a banda.

Felizmente, a solução estava muito próxima. Janick Gers, que havia trabalhado recentemente com Bruce Dickinson em seu álbum-solo, passou pela audição e foi convidado a juntar-se ao grupo. A gravação do álbum continuou na programação.

"Fear Of The Dark" foi gravado no estúdio de Steve Harris e lançado no dia 1 de outubro de 1990. Depois de ficar sem subir aos palcos por dois anos, o Iron Maiden voltava à ativa.

Quando chegou a hora de pensar em um novo álbum, a banda e seus consultores decidiram que o mascote Eddie precisava de uma mudança de imagem para a década de 90. A partir de revistas de terror, ficou decidido que Eddie deveria aterrorizar de uma forma mais direta. Para que isso rolasse, Derek Riggs (o autor das capas do Iron Maiden) e vários outros artistas foram convidados a apresentar suas idéias sobre o "novo" Eddie. Um desenho apresentado por Melvyn Grant foi o escolhido.

O álbum "Fear of the Dark" foi lançado em maio de 1992. O disco entrou direto no primeiro lugar das paradas britânicas. Os caras aproveitaram a turnê e gravaram vários shows para um futuro álbum ao vivo. Pela segunda vez o Maiden veio ao Brasil para shows, chapando todas as suas apresentações, como era esperado.

A turnê terminou no dia 4 de novembro e logo em seguida veio uma bomba: em março de 1993 o vocalista Bruce Dickinson anunciou que estava deixando a banda.

Claro que o Maiden precisava de tempo pra pensar. Os caras aproveitaram para lançar dois cds ao vivo: "A Real Live One" e "A Real Dead One". O show que os caras fizeram em Donington no Monsters of Rock também foi lançado oficialmente em CD para delírio da galera que já sentia a falta de Bruce Dickinson.

A banda anunciou que estava à procura de um novo vocalista. Resultado: eles foram sufocados por milhares de fitas, CDs, e vídeos. O escolhido foi Blaze Bayley, do Wolfsbane. O Wolfsbane tinha sido a banda de apoio do Iron Maiden em sua turnê britânica de 1990.

O novo álbum, "The X Factor", levou mais um ano para ser terminado e foi lançado em outubro de 1995. Sem os vocais de Bruce, o disco e não teve grande repercussão.

Em 1996, o Maiden pisou pela terceira vez no Brasil para tocar no Monsters of Rock, em São Paulo. Quem ainda acreditava que Blaze Bailey pudesse substituir Bruce Dickinson e viu o cara cantando ao vivo, teve a prova definitiva que isso era realmente impossível.

Blaze ainda gravou mais um álbum com o Iron, "Virtual XI", lançado em 1988. O cd teve uma repercussão ainda menor que o álbum anterior.

E o que todos queriam finalmente aconteceu: Bruce Dickinson, depois de uma bem-sucedida carreira solo, voltou aos vocais do Maiden e arrastou junto o guitarrista Adrian Smith (que estava tocando com ele).

No ano passado, o Iron lançou o cd "Brave New World", o primeiro da banda com três guitarristas. Esse ano, a banda lança "Rock In Rio", com a apresentação da banda no Rio de Janeiro.